quarta-feira, 29 de junho de 2011

Corinthians vence em Pituaçu e chega à liderança do Brasileirão

Timão quebra tabu de 5 partidas sem vencer o Bahia e, com um jogo a menos, soma 16 pontos e é líder

Na noite desta quarta-feira, a torcida baiana, empolgada com a sequência de vitórias do tricolor, compareceu em peso ao Pituaçu na expectativa de ver o Bahia vencer em Salvador pela primeira vez no Brasileirão 2011. Mas quem voltou para casa feliz foi a torcida do Corinthians, que também marcou presença.

O Timão abriu o placar logo no início do primeiro tempo. Aos 13 minutos, Liedson recebeu lançamento na grande área e foi derrubado por Marcelo Lomba. Pênalti. Chicão cobrou no meio do gol. O pé do goleiro chegou a triscar na bola, mas isso não impediu que o placar fosse aberto. Bahia 0, Corinthians 1.

O Bahia procurou se reencontrar no jogo e levou perigo em algumas jogadas aéreas. Aos 19 minutos, Júnior cabeceou dentro da área. A bola passou sem perigo. Aos 23, Gabriel tentou de cabeça e Júlio César apareceu bem para fazer a defesa. Aos 33, foi a vez de Paulo Miranda cabecear para o gol. A bola passou perto, mas não entrou.

Os primeiros dez minutos do segundo tempo foram intensos. Aos 5 minutos Liedson recebeu lançamento e mandou um balaço para o gol. Marcelo Lomba fez grande defesa e evitou o segundo do Corinthians. Na sequência, depois de cobrança de escanteio, William recebeu na pequena área e chutou a bola para longe. Aos 9, na reação tricolor, Júnior trocou passes com Gabriel e recebeu livre para cabecear para o gol. Júlio César se esticou e fez a defesa para prevenir o empate.

Aos 19 minutos, Ricardinho obrigou o goleiro corinthiano a trabalhar mais uma vez em cobrança de falta no ângulo. A partir dai, só deu Bahia, que buscou o empate durante todo o segundo tempo e foi melhor que o Corinthians. Não fosse a grande atuação do número 1 do Timão, destaque da partida, teria conseguido. O tricolor chegou a marcar com Fahel após cobrança de falta, mas o gol foi anulado; o ataque inteiro estava impedido e a posição irregular foi assinalada pelo bandeirinha.

Mesmo com a derrota, a torcida aplaudiu o Bahia de pé. O Corinthians, invicto, segue com a melhor defesa do campeonato – apenas 3 gols sofridos em 6 jogos.

Os dois times voltam a campo na próxima quarta-feira, às 21:50, pela oitava rodada do Brasileirão. O Bahia, com 8 pontos, vai à Santa Cataria enfrentar o penúltimo colocado Avaí e o Corinthians recebe o Vasco no Pacaembu.

Domingo é dia de Copa América, por isso não haverá rodada do Brasileirão série A no final de semana.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Passeio em Wembley

Mal entramos no século XXI e o Barcelona já é apontado como o time do século! De fato, o jogo de sábado pela final da Champions League contra o Manchester United, revelou a superioridade do campeão espanhol, que não tomou conhecimento da equipe de Sir Alex Ferguson e venceu a partida por 3 a 1. A vitória rendeu ao Barcelona sua terceira Liga dos Campeões em seis anos.

O Manchester United entrou em campo disposto e demonstrou personalidade desde o início. Mas não demorou nem dez minutos para que o Barça tomasse o controle da bola e começasse a fazer o que sabe fazer de melhor: tocar a pelota de um lado para o outro. E foi assim que saiu o primeiro gol, aos 27 minutos. De Iniesta para Xavi, de Xavi para Pedro, de Pedro para o fundo da rede. Barcelona 1 a 0.

Os Diabos Vermelhos reagiram com prontidão. A estrela de Rooney, que brilhou durante toda a etapa final da Champions, se ascendeu mais uma vez. Ele iniciou jogada pela lateral, tocou para Giggs, recebeu a bola na entrada da área e chutou para marcar o gol de empate. O Manchester estava vivo na decisão.

Se o gol de Rooney restaurou a esperança dos ingleses, a atuação impecável do Barcelona durante todo o segundo tempo demonstrou o quão distante o Manchester United estava de sair de Wembley carregando a taça.

O segundo tempo foi todo do Barça. Não é que o Manchester jogasse mal, é que simplesmente não conseguia jogar, nem via a cor da bola. A impressão que dava era que o Barcelona jogava mais uma partida da liga espanhola, contra um time do pelotão do meio e não contra a equipe que esteve em três das últimas quatro decisões da Liga dos Campeões.

O Barcelona podia ter marcado quatro, cinco, seis, tantas foram as chances claras de gol. Mas os dois gols do segundo tempo, Messi, em mais uma noite inspirada, aos 9 minutos e David Villa aos 24, foram o suficiente para selar a vitória da equipe catalã.

Ainda faltam 89 anos para sabermos qual será o time do século. Mas o Barcelona já largou na frente. Quem quiser alcançá-lo na briga, tem muita bola por jogar.

No final do ano, a equipe catalã vai ao Japão disputar o Mundial de Clubes da FIFA. Se o Santos for campeão da Copa Libertadores da América, poderá ser adversário do Barça na final do Mundial. Mas antes de começar a sonhar com um duelo entre Lionel Messi e Neymar, os garotos da Vila Belmiro precisam passar pelo Cerro Porteño, na partida válida pelas quartas-de-final da Libertadores, que será jogada nesta quarta-feira no Paraguai.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Futebol de Várzea

Amor. Paixão. Esperança. Estes são alguns dos sentimentos capturados pelas lentes do cineasta Marc Dourdin em seu primeiro documentário intitulado “Futebol de Várzea”. O longa participou da 16ª edição do Festival Internacional de Documentários “É Tudo Verdade”, o maior da América Latina, e esteve em exibição no Rio de Janeiro e em São Paulo em abril deste ano.

A história é contada sob a ótica de quatro personagens: Basílio, ex-jogador do Corinthians, descoberto nos campos de várzea; Dourado, que trocou as chuteiras pelo apito a fim de continuar respirando futebol; Douglas, amador que, como Basílio, sonha em ser descoberto por um grande clube; e o Boa Esperança, time da Zona Leste de São Paulo e tricampeão da principal competição de futebol de várzea, a Copa Kaiser. Quatro personagens, quatro histórias que traduzem o amor ao clube, ao esporte e ao futebol, mas também o desejo de ter uma vida melhor.

No subúrbio de São Paulo, o futebol amador apresenta-se como uma saída à marginalidade, como uma ferramenta de integração de uma comunidade que, nos finais de semana, veste a mesma camisa para ver brilhar seus craques nos campos carecas e enlameados. Em bairro onde há campo de várzea não há “desova”, não há espaço para criminalidade. No subúrbio, o futebol amador mantém viva dentro do menino e do jovem adulto a esperança de ser grande, de virar profissional, de ser gente. Caso de Douglas que, aos 21 anos, pai de família, ainda sonha em ser jogador do Corinthians.

Numa era em que o futebol virou espetáculo, monitorado por interesses de dirigentes, patrocinadores e redes de televisão, que rende somas exorbitantes à sua elite, “Futebol de Várzea” oferece um contraponto. Os interesses existem, mas suas proporções são bem menores. O que prevalece é o companheirismo, a camisa, a sede de vitória. Os dividendos que os jogadores recebem entram no orçamento para complementar a renda. Vai para a fralda do menino, para o arroz com feijão.

Essa realidade pode estar mudando. Betão, técnico do Boa Esperança, mostra-se preocupado em relação aos novos interesses que começam a surgir dentro da liga: patrocinadores que pagam mais, jogadores em busca de dinheiro. É inevitável, uma vez que os meios de comunicação passam a se apropriar também do amadorismo. Todos querem aparecer. Exposição gera lucro. Por que o amador não pode fazer seu “pé de meia”?

Mas o que impera na várzea é o jogador que não tem mais idade para ser profissional, que joga por amor ao esporte. Ou aquele que vira juíz para continuar a fazer parte do universo do futebol, assim como o dono do bar que abre suas portas para que o time afogue suas mágoas na derrota ou brinde suas conquistas.

O futebol de várzea é, em si, despretensioso como o filme, que emociona por suas belas imagens e por sua sensibilidade, revela o lado doce da realidade de quem é movido por uma paixão transcendente. Aqui, o futebol é para todos. É possível brilhar num terreno descampado, demarcado por cal, sujar-se de lama e sair herói. Na várzea jorga-se porque joga-se, porque gosta-se, porque é bom, porque faz feliz.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O Abacaxi Vai Para...

O ano mal começou e eu já elegi o pior filme de 2011. O prêmio vai para O Turista, estrelando Angelina Jolie e Johnny Depp, nesta ordem mesmo. Cinco coisas me passaram pela cabeça enquanto era torturada da poltrona do cinema: 1. Quero raspar o cabelo de Johnny Depp. 2. O que há de errado com o cabelo de Angelina Jolie e por que ela sempre parece estar usando uma peruca mesmo quando não está? 3. Os ingleses vão querer se jogar da London Bridge ao ouvirem o pseudo sotaque britânico de Jolie. 4. Que horas esse filme vai ficar bom? 5. Por que esse filme não acaba logo?

Devia ter seguido a minha intuição. Na maioria das vezes, sei se um filme vai ser bom ou ruim pelo trailler. Ao ver o trailler de O Turista não senti a menor vontade de ver o filme. Mas é o filme do momento, todos os meus amigos queriam ver, é assinado pelo diretor do fantástico A Vida dos Outros, concorreu ao Globo de Ouro na categoria Melhor Filme Comédia/Musical... Comédia? Ah, isso explica muita coisa. Pena que enquanto assistia ao filme não entendi que deveria rir da cara de pastel de Johnny Depp, irreconhecível no papel de um sem graça, desajeitado, nada charmoso, professor de matemática, turista americano, que fuma um cigarro eletrônico que emite vapor de água no lugar de fumaça...

Se eu começar a falar de Angelina Jolie não vou parar mais, então vamos lá... Ao contrário de muitos, ainda acredito que ela seja uma atriz talentosa, mas não consigo entender sua escolha de papéis no cinema. Será a quantidade de lip gloss que ela vai poder usar para ressaltar seus lábios carnudos? A quantidade de rímel que vai passar nos cílios para deixá-los ainda mais longos? Ou o número de cenas em que vai poder desfilar rebolando e o número de olhos que a vão seguir enquanto ela desfila rebolando mais uma vez? Por que uma mulher bonita e talentosa como ela, que já é um símbolo sexual, insiste em perpertuar a imagem da femme fatale? Alguém me faz um favor e escreve logo mais um filme da Nikita pra Jolie interpretar!

Por esses pastelões, Depp e Jolie foram indicados para melhor ator e atriz na categoria Comédia/Musical do Globo de Ouro. Comédia? Ah, tá. Não sei o que os membros da imprensa internacional de Hollywood têm na cabeça esses dias, mas pelo visto tive razão em não ter acompanhado a última cerimônia de entrega do prêmio...

A história é tão sem cabimento que nem merece um parágrafo completo. Basta dizer que, querendo enganar a plateia e criar um mistério envolvendo uma mulher misteriosíssima e um vilão/herói sem face, os produtores, diretor e roteiristas de O Turista se envolveram num mistério ainda maior e sem solução... Como conseguiram montar uma equipe tão boa, no papel, e entregar o pior filme do ano?

O filme só vale pelas belas cenas filmadas em Veneza. Minha opinião? Guarde seu dinheiro e vá conhecer Veneza pessoalmente.

Mas 2011 não será de todo o mal para o cinema. Cisne Negro, estrelado por Natalie Portman, com Mila Kunis e Vincent Cassel, dirigido por Darren Aronofsky (Requiém Para Um Sonho, O Lutador) vale dez O Turista. Como falar mal é muito mais fácil do que falar bem, fico por aqui. Cisne Negro, eleito melhor filme do ano por mim, estreia no Brasil dia 04 de fevereiro. Não deixe de vê-lo.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

O Jazz e o Brega

Meu iTunes classificou Amado Batista como Jazz. Sim. Eu tenho Amado Batista no meu iTunes. E ele não foi parar lá por acidente não. Se você pegar uma carona comigo é capaz de ouvir os tunes do álbum É O Show estourando nas caixas de som. O cara vende mais CD no Brasil do que Roberto Carlos. Merece ser prestigiado.

Cheguei à conclusão de que todo mundo tem um lado brega. Ao empregar o termo brega englobo outros gêneros musicais, se é que podem ser chamados assim, merecedores do título. Afinal, quem já não musicou a palavra “Garçom”...? Em algum momento da vida creio que todos nós já embalamos o corpo e jogamos as mãozinhas para o ar com algum sucesso de Reginaldo Rossi, Wando ou Amado Batista, para citar algumas figuras. Ih... Quase ia me esquecendo de Falcão.

A linguagem simples empregada nessas canções fala diretamente com o povo e traduz nosso lado mais romântico, cômico, escrachado e, por que não, ridículo. Por isso fazem tanto sucesso com o público que, com uma cerveja na mão e outras tantas na cabeça, se embalam ao som da melodia, soltam o gogó e repetem refrões como “meu iaia, meu ioio”.

Vivemos num sistema classisista que mais se assemelha à uma ditadura. Para nos enquadrar à classe social à qual pertencemos, somos ensinados a nos vestir de certa maneira, a frequentar certos lugares, a andar com certas pessoas e a ouvir certo tipo de música. Mas a escolha final é nossa. Não existe música certa ou errada.

No meu caso, quando ouço uma música e canto desafinada, é quando me sinto mais livre. Não vou deixar que classes sociais, gêneros musicais, classificação do iTunes, nem o português me impeçam de prestigiar a variedade e riqueza de ritmos que o Brasil oferece, capaz de agradar uma população de paulistas e nordestinos, gaúchos e cariocas. Enfim, 190 milhões de pessoas que cantam e dançam conforme a música.

Eu já corrigi o iTunes. Artista: Amado Batista. Gênero: Brega.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Debaixo dos Caracóis...

Hoje, estava penteando minhas madeixas quando, em meio a meus cachos negros, percebi um fio destoante – um cabelo branco. Não foi a primeira vez que tive essa ingrata surpresa. Já havia sofrido um episódio semelhante aos 19 anos, mas naquela idade tão tenra era fato isolado e despertou em mim mais surpresa e indignação do que preocupação. Dessa feita, a história foi diferente e a reação, apesar de menos histérica, veio da constatação de que a idade está chegando para mim também.

A gente tem mania de achar que só pai e mãe ficam velhos e rimos quando eles se desesperam cada vez que mudam de casa decimal. O engraçado é que, à medida que vamos crescendo, começamos a empurrar aquela linha do que julgamos ser “velho” para a frente. De repente, 40 não parece ser tão mal assim... Tudo bem... Eu sei que sou jovem e que tenho a vida toda pela frente, mas quando penso que na próxima Copa faço 30 dá aquele desconforto por dentro. Não sei se torço para que chegue logo 2014 ou para que os anos se arrastem até lá. Talvez seja hora de começar a mentir a idade. Afinal, se vão me acreditar, é melhor que eu comece cedo!

A vida é tão corrida, as semanas e os meses se embaralham, e os anos se atropelam com tanta velocidade que, num piscar de olhos, o Ano Novo cede lugar ao Reveillon e tudo começa outra vez. Quando encontramos um fio branco, ou percebemos uma marca de expressão mais acentuada em nossa face, é como se estivéssemos nos situando na linha do tempo. Temos que aproveitar essa pausa para refletir sobre o passado, o presente e o futuro, meditar sobre as nossas ações e conquistas e aprofundar a qualidade dos nossos relacionamentos.

Para não deixar de fora um antigo clichê... Que envelheçamos como bons vinhos, aperfeiçoados com o tempo! E que venham os fios brancos! Tonalizante neles! Quanto às rugas, espero que demorem mais, pelo menos até que eu perca meu medo de agulhas...

Este mês meu irmão mais velho faz 30 anos (em sua homenagem, resisti ao uso de parênteses até aqui). Já já eu chego lá...

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

A Champions Voltou!

Demorou, mas finalmente a Champions League voltou do recesso para nos presentear com a fase final da competição. No primeiro dia das oitavas de final, duas partidas que prometiam – Lyon x Real Madrid e Milan x Manchester United. Eu aproveitei a neve que caia lá fora para ficar em casa e assistir aos dois jogos de camarote.

Na França, o Real Madrid entrou em campo como se fossem os donos da casa. Apesar das vaias incessantes dos torcedores dos Gones, o Real dominou os primeiros 25 minutos da partida, jogando com velocidade, com direito a firulas de Cristiano Ronaldo, enquanto o Lyon parecia estudar o adversário. No entanto, foram os donos da casa que tiveram as melhores oportunidades. Aos 9 minutos, num contra-ataque, Govou recebe um lançamento nas costas do lateral Marcelo, e chuta a bola, que bate na rede pelo lado de fora. Aos 11 minutos, novamente Govou recebe livre, mas chuta por cima do gol. Aos 19, Lisandro Lopez parte em mais um contra-ataque desperdiçado. Um minuto depois é a vez do Real ameaçar. Kaká abre a jogada para Marcelo que chuta de primeira, mas o zagueiro do Lyon afasta. O Real continuava com a maior posse de bola, mas insistia em jogar somente pelo lado esquerdo e esbarrava na defesa do Lyon, que demonstrou disciplina tática e objetividade no decorrer da partida. A partir dos 30 minutos, os Gones perdem o medo dos galáticos e começam a tomar a iniciativa no jogo. Aos 36, já merecem o gol, e ele quase sai aos 40 no chute de bate-pronto de Delgado, que manda a bola na trave. O primeiro tempo termina 0 a 0.

Na volta do intervalo, mal deu tempo de retomar o meu lugar no sofá para ver o golaço de fora da área de Makoun, que abriu o placar para o Lyon com menos de três minutos. Acho que foi a primeira vez que ouvi o nome dele no jogo. Um minuto depois, o Real chegou perto do gol em jogada perigosa. Aos 8 minutos do segundo tempo, os gândulas desapareceram com as bolas na vez do Real cobrar o lateral. E eu que pensava que essas coisas só aconteciam no Brasil... O jogo seguiu lá e cá, o Real mantinha a posse de bola, mas era o Lyon que continuava a ter as melhores oportunidades e só não marcou o segundo gol por falta de sorte ou qualidade. Lisandro Lopez deveria ter marcado quando Casilla jogou a bola em seus pés, numa reposição mal feita. Cissokho também teve chance de ampliar a diferença numa grande jogada de Lisandro, mas chutou em cima do goleiro. O Real também teve algumas chances com Cristiano Ronaldo e com Sérgio Ramos, mas não chegou a ameaçar o Lyon de verdade. Kaká quase não apareceu. O jogo foi dinâmico e bom de se assistir, mas acho que Zidane, presente no estádio, não deve ter gostado de Lyon 1 x 0 Real.

Daqui a duas semanas as equipes voltam a se enfrentar no Santiago Bernabéu que será palco da final da competição em maio. O Real Madrid tem a missão de afastar o fantasma das oitavas de final para continuar na copa e tentar chegar à final para brigar pelo que seria seu décimo título da UEFA Champions League.

No San Siro, o Milan recebeu o Manchester United. Os dois times haviam se enfrentado na semi-final da edição 2006-07 da Champions League. Kaká em seu auge foi o carrasco dos diabos vermelhos e levou o Milan à conquista da taça naquele ano. Rooney estava naquela semi-final e não teve a graça de marcar contra o Milan no San Siro. Será que hoje seria diferente? Quando o jogo começou parecia que a história se repetiria. Aos 3 minutos de jogo, Ronaldinho Gaúcho, que voltou a jogar bola, marcou para o Milan. O Milan jogava fácil e aos 10 minutos já tinha tido outras duas chances claras de gol. O Manchester, por outro lado, demonstrava displicência e não conseguia ficar com a bola nos pés. O Milan estava perto de ampliar o placar quando Scholes empata o jogo num gol inacreditável. Cruzamento a meia altura dentro da área, Scholes fura com a perna direita e por chance a bola bate na sua canela esquerda e entra no canto direito de Dida. Incrível. Aos 40 minutos, outra boa jogada de Ronaldinho. Ele chuta, a bola quica na frente de Van der Sar, mas o goleiro não a deixa passar. O primeiro tempo termina mesmo 1 x 1.

Os visitantes voltam melhor para a segunda etapa. Aos 11 minutos, Rooney deixa a sua marca. Livre na área, o baixinho desvia o cruzamento de Valencia de cabeça e mata o goleiro Dida, que faz golpe de vista. A essa altura o jogo está aberto, a defesa do Milan desorganizada e o Manchester em cima, mas sem colocar muita pressão. Aos 29, mais uma vez Rooney penetra na área livre e marca fácil de cabeça. Na substituição, o veterano Seedorf entra no jogo. Em bela jogada de Ronaldinho pela esquerda, o holandês diminui para o Milan, aos 39. Aos 40, Inzaghi perde uma chance preciosa, em outra boa jogada de Ronaldinho. O Milan pressiona, precisa pelo menos do empate para tentar uma vitória simples no Old Trafford. Tenta com Ambrosini e com Tiago Silva, mas no apito do juíz, fraco, por sinal, é o United que fica com a vitória, completando 16 jogos de invencibilidade em partidas fora de casa pela Champions League, enquanto o Milan segue sem vencer dentro de casa nessa edição da copa. Milan 2 x 3 Manchester United.

Em duas semanas o Milan vai à Inglaterra com uma tarefa dificílima – derrotar o Manchester com uma diferença de dois gols, inverter o placar de hoje ao seu favor para levar a decisão para a prorrogação, ou marcar mais de três gols para tentar uma vitória simples. De qualquer forma, o Milan vai precisar de muitos gols... Tomara que Ronaldinho esteja inspirado.

Nesta quarta-feira, o mata a mata continua com mais dois jogos – Porto x Arsenal e Bayern x Fiorentina. Semana que vem tem Stuttgart x Barcelona, Olympiacos x Bordeaux, CSKA x Sevilla e Inter de Milão x Chelsea. Nos vemos então!